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Curiosidades

Estudo mostra que a leitura é capaz de modificar o cérebro                      

        Já imaginou que a leitura pode modificar seu cérebro!? Pois é, estudos mostram que o ato de ler pode sim modificar nossa massa cinzenta. Sabe aquele livro que você se sente na pele do personagem e se vê em seu lugar!? Isto acontece porque há o aumento de conexões em algumas áreas cerebrais, com efeitos que perduram até mesmo após dias ao término de uma leitura. Pode estar aí a resposta para a famosa "ressaca literária".

Para nós leitores, o ato de ler vai muito além de qualquer entendimento, e o fato de livros mudarem nossas vidas não é apenas uma expressão ou um modo de falar, mas é um fato. Nosso cérebro realmente muda em consequência de nossas leituras. 

O estudo dirigido por Berns e sua equipe teve foco no que a leitura causa em nossas redes cerebrais, e entender os efeitos que gera esta atividade após o seu término. Eu fiquei fascinada! Realmente é incrível ver como a leitura modifica nosso entendimento e nossa vida, até mesmo cientificamente falando! Veja a matéria completa, e entenda melhor como funcionou o estudo, e o que foi descoberto:
Para leitores, o fato de que histórias podem mudar uma pessoa não é nenhuma novidade. Porém, um novo estudo indica que a leitura de um romance pode provocar mudanças reais no cérebro, que persistem por alguns dias mesmo depois que o livro acaba. Os resultados foram publicados na edição de dezembro do periódico Brain Connectivity.

                            Enquanto outras pesquisas nessa área começaram a utilizar a ressonância                                       magnética para identificar as redes cerebrais associadas à leitura, principalmente enquanto as pessoas leem, o estudo de Berns e sua equipe teve como foco os efeitos naturais que permanecem no cérebro após essa atividade.
“Histórias ajudam a dar forma às nossas vidas, e às vezes ajudam a definir uma pessoa. Nós queremos entender como elas entram no nosso cérebro, e o que são capazes de fazer com ele”, conta Gregory Berns, neurocientista da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, e principal autor do artigo.
Acompanhamento – Participaram do estudo 21 estudantes de graduação da Universidade de Emory, que se submeteram à ressonância magnética por 19 manhãs consecutivas. Os primeiros cinco dias serviram apenas para registrar a atividade normal dessas pessoas durante o repouso. Depois, durante nove dias, eles leram o romance Pompéia, escrito por Robert Harris. A história se baseia em um evento real, a erupção do Monte Vesúvio na Itália, e acompanha um protagonista que, de fora da cidade de Pompéia, percebe a fumaça ao redor do vulcão e tenta voltar para salvar sua amada.
Os participantes deveriam ler uma parte do livro à noite, e passar pela ressonância magnética na manhã seguinte. Terminado o período de leitura, os eles foram ao laboratório por mais cinco dias, para que os pesquisadores avaliassem se os efeitos da história permaneceriam.
Nas manhãs seguintes à leitura, os resultados mostraram um aumento na conectividade de uma região do cérebro associada à recepção da linguagem. “Apesar de os participantes não estarem lendo enquanto eram avaliados, eles retiveram esse aumento de conectividade”, explica Berns. Um aumento de conexões também foi identificado no sulco central do cérebro, região ligada à função motora. Os neurônios dessa região estão relacionados à criação de representações de uma sensação do corpo – o simples pensar em correr, por exemplo, pode ativar os neurônios associados ao ato físico de correr.
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A biblioteca da Academia Paulista de Letras

 
FOTO: FELIPE RAU/ ESTADÃO

A biblioteca mantida pela Academia Paulista de Letras, instituição fundada há 104 anos no centro de São Paulo, tem um acervo riquíssimo. São cerca de 80 mil títulos, muitos deles em raras primeiras edições dos séculos 17 e 18 – o foco é a literatura brasileira.
A biblioteca fica no terceiro andar do prédio da Academia (Largo do Arouche, 312) e funciona de segunda a sexta das 9h às 12h e das 13h às 17h – exceto às quintas, quando só abre pela manhã. O acervo foi montado, ao longo das décadas, com base em doações – em geral dos próprios membros da Academia. Os móveis do ambiente, feitos pelo antigo Liceu de Artes e Ofícios, dão uma aura clássica ao espaço.
                                      Tema da coluna veiculada pela rádio Estadão em 30 de setembro de 2013
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